segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Como Filmes, Livros, e Jogos podem te ajudar na mesa de RPG?


Há um tempo bom já que eu não mestro, mas já faz um tempo também que venho matutando a possibilidade de criar uma campanha com elementos comuns a jogos de computador. Com esse post, e mais alguns outros, pretendo esmiuçar as formas de aproveitar elementos comuns em filmes, livros e jogos em uma mesa de RPG.

De longe, o requisito mais indispensável para uma boa campanha, é disciplina do mestre, traduzida no cuidado de estruturar todo o roteiro e o background. É claro que outros requisitos também são importantes, como criatividade e inspiração, mas, sinceramente, a criatividade pode ser suprida pela disciplina, somente a inspiração que não.

A criatividade pode ser suprimida pela disciplina, pois basta que o mestre gaste algum tempo de sua vida compilando tudo que ele gostaria de viver em um RPG, partindo de ideias já utilizadas em livros, filmes e jogos. Mistura tudo e pronto! Tem uma aventura de RPG, sem se esforçar tanto.

De qualquer forma, não sobre as qualidades mestrais que quero falar, é sobre como fazer seu RPG ser melhor com toda produção de ficção criada pelo ser - humano (uau!).

LINEARIEDADE E INFLUENCIA DOS PERSONAGENS

Uma das coisas que extraímos de filmes é a ideia de que os personagens, lá, são verdadeiramente parte de um todo. Isto é, cada ação do protagonista realmente influencia no desfecho.

Esse conselho vai para os mestres: Façam os personagens dos jogadores realmente influenciarem no mundo em que vivem.
Os desafios em Caradhras

Isso é básico, mas muitos mestres se esquecem de fazer isso, ou não querem, por vaidade. Boa parte dos mestres cria uma aventura com todo o cuidado, imaginam um desfecho perfeito e, simplesmente, não aceitam qualquer coisa que seja diferente daquilo que ele queria.


Pois bem, se você é assim, meu caro, largue o RPG e tente escrever um livro sozinho, porque RPG não é o jogo ideal para você! Todo bom mestre sabe que, no fim das contas, o destino do jogo resta nas mãos e mentes (piradas) dos jogadores. E sim, os jogadores podem conseguir acabar com aquele desafio fodão que você tinha criado com facilidade, simplesmente usando uma tática que você não tinha imaginado. Ou mais, os jogadores podem, eventualmente, destruir um desafio que foi colocado para que eles fugissem.

E, quando isso acontecer, não puna os jogadores, dê a eles prêmios! Sim, os jogadores conseguiram feitos que você não esperava? Faça com que o Lorde local dedique um jantar em homenagem a eles. Que o Príncipe Vampiro da cidade comece a ficar com receio do poder desses neófitos misteriosos.

Faça o mundo interagir com as ações personagens dos jogadores. Se você imaginou que haveria uma batalha épica no final da campanha, mas os jogadores vão conseguir o objetivo com espionagem e furtividade, aceite. Caso contrário, provavelmente o jogo não será divertido para os jogadores, que se sentirão impotentes diante do cenário.

Ned Stark: como uma decisão pode
influenciar tanto a vida de tantas
pessoas.
Deve-se entendenter que, assim como nos filmes, os personagens não devem ser meros instrumentos da história, mas verdadeiros canalizadores e criadores dela. Imaginem se Neo resolvesse pegar a pílula azul... Certamente o desfecho do filme Matrix seria distinto. Ou se Frodo decidisse que, mesmo com a tempestade e as maldições de Saruman, a comitiva do anel deveria atravessar Caradhras. Gandalf teria enfrentado o Balrog.

Enfim, mestres, o que aprendemos com os filmes, livros e jogos nessa lição é:

Uma boa campanha deve ter inicio, meio e fim. Sendo este último baseado nas ações dos jogadores.

Tenha um bom roteiro de campanha e um EXCELENTE background (pano de fundo) do cenário. Pois assim, os jogadores poderão fazer qualquer coisa, e você sempre terá o controle da situação.

Jogadores, vocês podem tirar as seguintes conclusões:

Façam uma boa historia do personagem, para que o mestre possa amarrá-la ao cenário.

Sempre que possível, e mesmo quando impossível, interaja com o ambiente. Esconda atrás da arvore, use os barulhos dos carros passando para disfarçar o tiro. Se o mestre não tiver descrito a cena por completo, pressione-o, pergunte sobre a cena, visões, cheiros, pessoas e etc.

Basicamente, todos os conselhos adiante partirão dessa premissa de Linearidade e influência dos personagens!

Um comentário:

  1. Realmente filmes, livros, séries e jogos são exemplos e referências perfeitas tanto pra mestres, como pra jogadores de RPG.
    Ja cansei de me pegar vendo um filme e imaginando como seria viver uma aventura daquela na mesa de rpg.
    E sempre ajuda na interpretação!

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