Algo está acontecendo no cenário de BH!
Um local excelente para jogar RPG está aberto para TODA a comunidade \o/
Quer saber mais?
Clique aí embaixo e acesse o Hobbit Café!
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
RED STAR REVISADO!
E aí pessoal!
Como prometido, a edição revisada do RED STAR está pronta!
Confiram lá no Hobbit Café =D
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Hobbit Café
Falaê Aventureiros e nerdaiada!
Bom... Infelizmente o Trilha tá meio morto =/
Daí criei um blog novo pra dar continuidade ao trabalho.
Cliquem aí na logo e dêm uma olhada!
O Blog começou hoje, então aguardem as postagens!
Abração do Hobbit!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Order of the Shtick
Não se engane com os traços bobos e a comédia. Esses quadrinhos vão muito mais fundo na compreensão do mundo medieval do que os livros básicos de D&D. Fiquei espantado com a quantidade de rpgistas brasileiros que desconhecem Order of the Stick (incluindo eu). Depois de jogar o jogo de tabuleiro, que é um rpg bem no estilo Dragon Quest, muito divertido, resolvi ler os quadrinhos que originaram esse jogo tão maravilhoso. Infelizmente a tradução do Nibelung acabou interrompida por vários motivos, incluindo um pedido do criador da série, Rich Burlew. Temos até o #216 aqui. Em inglês, já chegamos ao #894.
O quadrinho é uma enorme aventura de RPG com várias crônicas, inimigos recorrentes, citação das regras, "acho que falhei no teste de observar", cenas hilárias, uma história excelente e uma ambientação nova. É um mundo medieval com seus próprios deuses, sua própria história de criação, mas temos todo o clássico de D&D presente: Magia, dragões, guerreiros, monstros, seres extra-planares, céu, inferno, reis, princesas, um mundo em perigo e um grupo de avetureiros disposto a salvá-lo. Muita coisa já aconteceu e eu confesso que não perde em nada pra uma épico medieval, apesar de todo o humor e do metagame dos personagens, a história e os personagens são excelentes.
Acompanhamos um grupo de aventureiros que se auto-intitula Order of the Stick (a ordem do pauzinho/graveto) liderado pelo guerreiro Roy Greenhilt, um homem de dever, leal e bom, que gastou muitos pontos em inteligência e em perícias fora de classe. Seu braço direito é a ladina Haley Starshine, caótica boa, que carrega consigo muito espaço em sacos dimensionais e mochilas de carga. O melhor amigo de Roy é o bardo Elan, também caótico e bom. Ele tem pontos demais de carisma e poucos em inteligência. Durkon Thundershield, o anão clérigo de Thor (sim, o deus do trovão) é o aliado mais fiel e leal, segue as regras à risca, até demais. Vaarsuvius é o elf@ que ninguém sabe se é homem ou mulher. Um exímio feiticeiro, workaholic, com um orgulho inflado de seus próprios poderes. O elf@ é o único membro puro neutro do grupo, que aplica o raciocínio lógico a todas as situações sem dó nem piedade. Por último, Belkar Bitterleaf, o halfling ranger/bárbaro (só pra ter fúria) que é o único caótico e mau. Ele é o pilar de sustentação do sarcasmo e sacaneia com todo mundo, imprevisível e sanguinário.
| EU SOU UM DEUS DA GUERRA SEXY E DESCALÇO!!! |
É como assistir a uma sessão de jogo, os personagens gritam "Ataque furtivo, bitch!" e falham em testes de resistências. Os vilões estudam o livro dos monstros pra conhecer os monstros que podem usar contra os heróis. "Elan, estamos tentando ser furtivos, não precisa gritar que você tirou um 4 no dado, como da última vez" "Ok... eu já sei. MAS DESSA VEZ EU TIREI UM 9, POR CAUSA DO BÔNUS DAS BOTAS ÉLFICAS!".
O principal vilão é o Lich Xykon, um personagem tão poderoso que passa a maior parte do tempo fazendo apostas bestas, assistindo tv e criando planos idiotas. Seu braço direito, Redcloak, clérigo goblin, é quem realmente orquestra os planos e executa as investidas do poder maligno.
Pra quem lê em inglês eu recomendo ler TUDO, sério mesmo, tudo é muito bom. Não tem UMA página que você se sinta enrolado, mesmo os episódios fillers são engraçados. Eu li tudo em uma semana, então imagina o quanto esse negócio é viciante (tá eu não tenho mais nada pra fazer, mas). No próprio site tem várias coisas pra vender, desde camisetas, os livros com os quadrinhos impressos e bônus. Compre, vale a pena. Eu não to sendo patrocinado nem nada, mas você não vai se arrepender de comprar o jogo de tabuleiro e alguns livros de quadrinhos pra sua coleção!
terça-feira, 11 de junho de 2013
Imagens para enriquecer seu RPG
Pessoal, vai uma pequena quantia de imagens para enriquecer os seus jogos, ajudar a inspirar, e ilustrar seus pj's ou npc's:
Mais aqui: http://chasestone.deviantart.com/
domingo, 2 de junho de 2013
Vlog do Trilha do RPG - RPG em Belo Horizonte
Falaê Aventureiros e Nerdaiada!
Falaê fãs de pão de queijo e um café com prosa!
Hoje, no Trilha do RPG, trago até vocês mais um vídeo da série "Bate Papo com o Hobbit".
Um especial sobre um pouco de cenário do RPG em Belo Horizonte, e alguns de seus grandes nomes!
Assistam, comentem... espero que gostem =D
Um Abração do Hobbit!!
terça-feira, 7 de maio de 2013
Jogando Red Star
Faz um tempo que joguei, faz um tempo que postei, mas vamo lá que o tempo não para.
Eu (Mestre Suna) e o Eric (Mestre Hobbit) nos encontramos com uns amigos há mais ou menos um mês atrás pra jogar e testar Red Star, trago pra vocês minhas impressões como jogador.
Em primeiro lugar: Esse foi um jogo teste, exatamente pra achar defeitos e problemas.
Convidamos jogadores pelo facebook, pelo grupo de nerds e rpgistas da cidade e marcamos o horário melhor: domingo às 11 horas. Eu acordei às 13, não sei porque. Minha mãe tentou me acordar e ela disse que eu não me mexia. Ela ficou preocupada que eu não respondia às cotucadas e ao telefone tocando ao meu lado. Quando eu saltei da cama, estava me sentindo meio grogue e fui até a geladeira. Minha mãe falou que estavam me esperando e já tinham me ligado várias vezes. Eu lembrava do compromisso, só não sabia que tinha acordado tão tarde. Abri a geladeira e felicidade! Um enorme de bolo de chocolate meio comido. Minha mãe tirou um pedação e colocou num tupperware, aquelas vasilha de plástico de mãe, pra eu levar.
Cheguei na casa do Mestre Hobbit logo em seguida - nossas famílias moram no mesmo bairro lá no interior de minas - e rolou aquele momento de "Eae, eae, de boa? Tudo bão e com você? Tudo bão. Ce viu aquele vídeo que te mandei? Vi, muito doido, me lembrou um jogo..." E entre isso e imprimir uma cópia do livro, copiar as fichas, nisso foi embora quase uma hora. Sentamos pra jogar às 14 e pouco. Eu já tinha estudado o sistema e percebi um problema.
O sistema ainda não estava perfeito, antes mesmo de jogar a gente percebeu irregularidades no sistema de vitalidade, os personagens podiam chegar a quantidades exorbitantes de HP que os permitiriam sobreviver a não apenas um, mas até dois tiros de morteiro. Discutimos sobre o sistema enquanto preenchíamos as fichas. A quantidade de vitalidade dos personagens estava em níveis normais, isso não causou nenhum problema no nosso jogo em si, mas a possibilidade de ter a vida de um dragão deixava as coisas meio estranhas no mundo das ideias. Com alguns ajustes, o sistema de vitalidade ficou mais lógico e a gente tava pronto pra começar o jogo.
(não vou descrever tudo que aconteceu no jogo, jogamos horas a fio e eu não tenho memória eidética).
Nosso grupo era composto por um Caçador (Carlos), um Invasor (Rildo) e eu de Silenciador. Nós já nos conhecíamos e já havíamos feito algumas missões juntos, mas, até então, nenhuma missão em Pripyat. Uma introduçãozinha rápida, o jogo já começa com a bala na agulha: uma grande movimentação no quartel general da Red Star. Logo somos avisados do motivo: uma das 5 pontas da estrela (altíssimo cargo da Red Star) havia desaparecido em Pripyat junto com todo seu time. Todos os membros da estrela vermelha iriam peitar a empreitada de achar a comandante Nathassya Volköva, que era uma peça de valor inestimável pra nós. Os preparativos foram feitos e tudo foi arrumado, pegamos nossas coisas, entramos nos veículos militares e fomos de galera pras imediações de Pripyat.
Confesso que nessa hora me senti na introdução de um videogame, vestindo a armadura negra no helicóptero, recebendo instruções dos nossos superiores, checando as funções se tava tudo ok, nossa, foi claro, límpido na minha mente. Aliás a parte imaginativa do jogo como um todo foi muito legal, com todas as referências visuais que a gente tem hoje em dia desse tipo de cenário pós apocalíptico em Fallout, Bioshock, Metro 2033, todos aqueles filmes de destruição do mundo, tudo isso tá bem claro na minha mente. "Tem vários prédios em ruínas" pronto, imediatamente já imaginei tudo ao meu redor.
Chegamos na cidade à noite e fomos fazer o reconhecimento do perímetro pra poder subir acampamento. Eu, o burrão que vai na frente pra se foder primeiro, fui na frente pra checar as coisas enquanto um grupo vinha atrás e o Carlos guardava nossa retaguarda. O cenário é maravilhoso. Desse momento em diante não houve um momento que eu me senti no controle de alguma coisa. Sempre tinha uma pontinha de medo por onde quer que a gente fosse. A gente nunca podia ter certeza do que ia acontecer na próxima esquina. No começo da entrada no prédio, tudo ok, não tivemos muitos problemas até que encontramos um homem vestindo armadura negra e o capacete quebrado. Pobre rapaz, eu botei fim ao sofrimento dele antes que ele nos causasse algum mal. Aí as coisas começaram a desenrolar.
Sons de passos no andar de cima nos avisavam de perigos futuros. Daí pra frente o jogo começou a se desenrolar quase que freneticamente. Enfrentamos um emissor, que lançava pequenas emissões brilhantes que iluminavam a noite em Pripyat. Com um excelente trabalho de equipe (e algumas acrobacias alá Alladin da minha parte) conseguimos derrotar o monstro sem sofrer muitos danos. Tomamos o prédio, o resto do esquadrão tomou os prédios vizinhos, asseguramos o perímetro e levantamos acampamento. Vimos, de longe, outros monstros em outros prédios. Isso foi um pouco chocante, era o primeiro contato dos nossos personagens com esse tipo de inimigo.
No dia seguinte começamos a pensar: A armadura da comandante Volköva não podia ser localizada pelos nossos radares. Nosso superior adicionou uma Programadora ao nosso grupo, uma menina, por sinal. Com a ajuda dela conseguimos traçar os possíveis lugares onde existiriam paredes grossas poderiam estar interferindo no nosso sinal, como o cofre do banco local e o hospital. O capacete da armadura negra do Rildo sofreu um pequeno vazamento e tivemos que pedir auxílio da base. Eles enviaram um veículo com um capacete reserva e deixaram tanto o capacete quando o automóvel conosco. Nos separamos: Eu e Carlos fomos investigar o hospital.
O que se seguiu foi uma série de desventuras pela cidade fantasma: Encontros com alguns filhos de Pripyat, saltos de um prédio pro outro dignos de homem aranha, uma fuga desesperada de uma revoada de Corvos do Abismo e até uma Emissão! Isso mesmo, a gente sobreviveu a uma Emissão. Daí pra frente meu personagem começou a fazer burrices, eu não o culpo por isso, ele não tinha lá muita inteligência, mas eu não quero expô-lo assim então a história acaba mais ou menos assim: Soldados americanos estavam em Pripyat e a gente se deu mal contra eles (principalmente meu personagem, tadinho). Acordamos na presença da própria Nathassya, armada até os dentes, num lugar estranho, seguros dos Yankees.
Em suma, a história do nosso jogo em si não é tão importante, o que é importante é que:
Eu (Mestre Suna) e o Eric (Mestre Hobbit) nos encontramos com uns amigos há mais ou menos um mês atrás pra jogar e testar Red Star, trago pra vocês minhas impressões como jogador.
Em primeiro lugar: Esse foi um jogo teste, exatamente pra achar defeitos e problemas.
Convidamos jogadores pelo facebook, pelo grupo de nerds e rpgistas da cidade e marcamos o horário melhor: domingo às 11 horas. Eu acordei às 13, não sei porque. Minha mãe tentou me acordar e ela disse que eu não me mexia. Ela ficou preocupada que eu não respondia às cotucadas e ao telefone tocando ao meu lado. Quando eu saltei da cama, estava me sentindo meio grogue e fui até a geladeira. Minha mãe falou que estavam me esperando e já tinham me ligado várias vezes. Eu lembrava do compromisso, só não sabia que tinha acordado tão tarde. Abri a geladeira e felicidade! Um enorme de bolo de chocolate meio comido. Minha mãe tirou um pedação e colocou num tupperware, aquelas vasilha de plástico de mãe, pra eu levar.
Cheguei na casa do Mestre Hobbit logo em seguida - nossas famílias moram no mesmo bairro lá no interior de minas - e rolou aquele momento de "Eae, eae, de boa? Tudo bão e com você? Tudo bão. Ce viu aquele vídeo que te mandei? Vi, muito doido, me lembrou um jogo..." E entre isso e imprimir uma cópia do livro, copiar as fichas, nisso foi embora quase uma hora. Sentamos pra jogar às 14 e pouco. Eu já tinha estudado o sistema e percebi um problema.
O sistema ainda não estava perfeito, antes mesmo de jogar a gente percebeu irregularidades no sistema de vitalidade, os personagens podiam chegar a quantidades exorbitantes de HP que os permitiriam sobreviver a não apenas um, mas até dois tiros de morteiro. Discutimos sobre o sistema enquanto preenchíamos as fichas. A quantidade de vitalidade dos personagens estava em níveis normais, isso não causou nenhum problema no nosso jogo em si, mas a possibilidade de ter a vida de um dragão deixava as coisas meio estranhas no mundo das ideias. Com alguns ajustes, o sistema de vitalidade ficou mais lógico e a gente tava pronto pra começar o jogo.
(não vou descrever tudo que aconteceu no jogo, jogamos horas a fio e eu não tenho memória eidética).
Nosso grupo era composto por um Caçador (Carlos), um Invasor (Rildo) e eu de Silenciador. Nós já nos conhecíamos e já havíamos feito algumas missões juntos, mas, até então, nenhuma missão em Pripyat. Uma introduçãozinha rápida, o jogo já começa com a bala na agulha: uma grande movimentação no quartel general da Red Star. Logo somos avisados do motivo: uma das 5 pontas da estrela (altíssimo cargo da Red Star) havia desaparecido em Pripyat junto com todo seu time. Todos os membros da estrela vermelha iriam peitar a empreitada de achar a comandante Nathassya Volköva, que era uma peça de valor inestimável pra nós. Os preparativos foram feitos e tudo foi arrumado, pegamos nossas coisas, entramos nos veículos militares e fomos de galera pras imediações de Pripyat.
Confesso que nessa hora me senti na introdução de um videogame, vestindo a armadura negra no helicóptero, recebendo instruções dos nossos superiores, checando as funções se tava tudo ok, nossa, foi claro, límpido na minha mente. Aliás a parte imaginativa do jogo como um todo foi muito legal, com todas as referências visuais que a gente tem hoje em dia desse tipo de cenário pós apocalíptico em Fallout, Bioshock, Metro 2033, todos aqueles filmes de destruição do mundo, tudo isso tá bem claro na minha mente. "Tem vários prédios em ruínas" pronto, imediatamente já imaginei tudo ao meu redor.
Chegamos na cidade à noite e fomos fazer o reconhecimento do perímetro pra poder subir acampamento. Eu, o burrão que vai na frente pra se foder primeiro, fui na frente pra checar as coisas enquanto um grupo vinha atrás e o Carlos guardava nossa retaguarda. O cenário é maravilhoso. Desse momento em diante não houve um momento que eu me senti no controle de alguma coisa. Sempre tinha uma pontinha de medo por onde quer que a gente fosse. A gente nunca podia ter certeza do que ia acontecer na próxima esquina. No começo da entrada no prédio, tudo ok, não tivemos muitos problemas até que encontramos um homem vestindo armadura negra e o capacete quebrado. Pobre rapaz, eu botei fim ao sofrimento dele antes que ele nos causasse algum mal. Aí as coisas começaram a desenrolar.
Sons de passos no andar de cima nos avisavam de perigos futuros. Daí pra frente o jogo começou a se desenrolar quase que freneticamente. Enfrentamos um emissor, que lançava pequenas emissões brilhantes que iluminavam a noite em Pripyat. Com um excelente trabalho de equipe (e algumas acrobacias alá Alladin da minha parte) conseguimos derrotar o monstro sem sofrer muitos danos. Tomamos o prédio, o resto do esquadrão tomou os prédios vizinhos, asseguramos o perímetro e levantamos acampamento. Vimos, de longe, outros monstros em outros prédios. Isso foi um pouco chocante, era o primeiro contato dos nossos personagens com esse tipo de inimigo.
No dia seguinte começamos a pensar: A armadura da comandante Volköva não podia ser localizada pelos nossos radares. Nosso superior adicionou uma Programadora ao nosso grupo, uma menina, por sinal. Com a ajuda dela conseguimos traçar os possíveis lugares onde existiriam paredes grossas poderiam estar interferindo no nosso sinal, como o cofre do banco local e o hospital. O capacete da armadura negra do Rildo sofreu um pequeno vazamento e tivemos que pedir auxílio da base. Eles enviaram um veículo com um capacete reserva e deixaram tanto o capacete quando o automóvel conosco. Nos separamos: Eu e Carlos fomos investigar o hospital.
O que se seguiu foi uma série de desventuras pela cidade fantasma: Encontros com alguns filhos de Pripyat, saltos de um prédio pro outro dignos de homem aranha, uma fuga desesperada de uma revoada de Corvos do Abismo e até uma Emissão! Isso mesmo, a gente sobreviveu a uma Emissão. Daí pra frente meu personagem começou a fazer burrices, eu não o culpo por isso, ele não tinha lá muita inteligência, mas eu não quero expô-lo assim então a história acaba mais ou menos assim: Soldados americanos estavam em Pripyat e a gente se deu mal contra eles (principalmente meu personagem, tadinho). Acordamos na presença da própria Nathassya, armada até os dentes, num lugar estranho, seguros dos Yankees.
Em suma, a história do nosso jogo em si não é tão importante, o que é importante é que:
O cenário é muito bom, o sistema é bastante simples e funciona (apesar do detalhe citado acima). A ação se desenrola muito bem, as classes de personagem são bastante coesas e se completam.
Minha avaliação:
Cenário: 9
Pra quem jogou jogos do gênero, viu filmes de referência, é límpido e claro imaginar tudo que está à sua volta. O único problema que tive foram os filhos de Pripyat, como o livro não conta com uma grande equipe é difícil prover imagens de tudo. As imagens de referência dão alguma ajuda, mas a natureza caótica dos monstros pode pregar umas peças na sua imaginação, o mestre tem que ser cuidadoso ao descrevê-los. É fácil criar situações para os personagens dentro do cenário e o tempo todo você se sente inseguro sobre o futuro, é um ótimo cenário de Horror.
Sistema: 8
O sistema apresentado é apenas uma possibilidade, o cenário é mais importante. Levando isso em conta, o sistema de Red Star resolve bem, de maneira bem simples a maioria dos problemas. O sistema de vitalidade como se apresenta na versão está falho. O sistema de dificuldades e o valor máximo de habilidades também teve de ser modificado, mas é um problema menor que foi resolvido limitando o máximo das habilidades em 7 (as dificuldades mínimas podiam chegar a 0, o que dava pala no sistema). Obs.: Não há dados sobre as armas específicas do Silenciador, Besta de repetição e Zarabatana de pressão, nem sobre os venenos da Zarabatana. Mas isso foi esquecimento mesmo huauhauhauha dou uma relevada nessa parte porque o Mestre Hobbit fez tudo sozinho, monte de coisa pra fazer a gente sempre acaba esquecendo uma coisinha.
Diversidade de criação de personagens: 6.5
Assim como Abismo Infinito é um RPG com uma proposta muito específica, você obrigatóriamente é um soldado da Red Star. Sua "classe" determina apenas seu equipamento inicial, mas se você não dedicar também seus atributos e habilidades pra isso você acaba com brinquedos que não sabe usar direito.
Geral: 9
O cenário é a grande jóia, já rasguei elogios durante o texto até aqui. O sistema precisa ser testado mais vezes pra acertar algumas arestas.
Recomendo a todo mundo que jogue e mande pra gente suas críticas e sugestões. Do jeito que tá já é muito doido, é como jogar um FPS de última geração sem precisar gastar milhares de reais num pc brutão. Só que melhor porque a gente tá usando a melhor placa gráfica do mercado, desde sempre, a imaginação.
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